Dias quentes. Início de semana. Final do ano. Perder alguns meses. Ganhar alguns dias.
Aposto que ambos pensam assim hoje. Bons dias de verão, mesmo com aula, mesmo com tensão de prova-final. Afinal, por que se conheceram?
Ah sim, uma amiga! A qual não soube aproveitar a oportunidade. Imatura, coitada.
Trocaram recados, gostos, sentimentos. Compartilharam.
Ela tinha um violão, ele sabia usar o violão.
Como alguém que não queria nada ela pediu ajuda. Mas na verdade não era sua intenção querer alguma coisa. Com atenção ele ajudou, ou pelo menos tentou. O violão foi apenas um pretexto de alguma coisa, talvez do subconsciente de algum dos dois, ou até mesmo dos dois. Um tipo de sexto sentindo, o qual detectava sensibilidade, não pouca, mas muita.
No primeiro dia ela o esperou, foram ao centro da cidade, deram voltas.
No segundo dia ele esperou ela, foram ao centro, deram pequenas voltas e decidiram mar.
O mar que marcaria, que marcou. Marcou ela e marcou ele.
Mar, gramado, formigas, gotas, peixes, céu e sol. Palavras? Elas não foram necessárias, era tudo de verdade. Foi como se pudessem se comunicar com o silêncio ou se apenas não precisassem se comunicar, apenas sentir, sentir um à presença d’outro.
No terceiro dia agiram da mesma forma.
Adquiriram intimidade, conhecimento um do outro, como se conhecessem há tempos.
E digo... nunca conheci pessoas que se entendessem tão bem, com sentimentos tão parecidos.
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