sábado, 6 de novembro de 2010

Sorte?

Dias quentes. Início de semana. Final do ano. Perder alguns meses. Ganhar alguns dias.
Aposto que ambos pensam assim hoje. Bons dias de verão, mesmo com aula, mesmo com tensão de prova-final. Afinal, por que se conheceram?
Ah sim, uma amiga! A qual não soube aproveitar a oportunidade. Imatura, coitada.
Trocaram recados, gostos, sentimentos. Compartilharam.
Ela tinha um violão, ele sabia usar o violão.
Como alguém que não queria nada ela pediu ajuda. Mas na verdade não era sua intenção querer alguma coisa. Com atenção ele ajudou, ou pelo menos tentou. O violão foi apenas um pretexto de alguma coisa, talvez do subconsciente de algum dos dois, ou até mesmo dos dois. Um tipo de sexto sentindo, o qual detectava sensibilidade, não pouca, mas muita. 
No primeiro dia ela o esperou, foram ao centro da cidade, deram voltas.
No segundo dia ele esperou ela, foram ao centro, deram pequenas voltas e decidiram mar.
O mar que marcaria, que marcou. Marcou ela e marcou ele.
Mar, gramado, formigas, gotas, peixes, céu e sol. Palavras? Elas não foram necessárias, era tudo de verdade. Foi como se pudessem se comunicar com o silêncio ou se apenas não precisassem se comunicar, apenas sentir, sentir um à presença d’outro. 
No terceiro dia agiram da mesma forma. 
Adquiriram intimidade, conhecimento um do outro, como se conhecessem há tempos.
E digo... nunca conheci pessoas que se entendessem tão bem, com sentimentos tão parecidos.

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

O que é isso, Maria?


      Bem, digamos que não sou uma das pessoas mais normais do mundo, afinal, não é todo dia que se encontra uma adolescente andando sozinha na praia, muito menos observando o mar com a água nos joelhos.
      Consegui não pensar em nada por alguns segundos, afinal, essa manhã não foi tão boa para se pensar. Na verdade a única coisa boa que ela me trouxe foi me encontrar um pouco, processar meus pensamentos. É muito bom poder fazer isso.
      Na verdade eu não sei se uma companhia me faria tão bem agora. Tenho que me acostumar a viver sozinha, todos temos. Não é sempre que teremos alguém que nos entenda tão bem quanto nós mesmos.
      Bom, não acredito muito no ‘mas não me entendo’. Pra mim é fugir da realidade, se esconder, fingir que algo simplesmente não está acontecendo. É só querer ver, não é tão difícil descobrir o que tá acontecendo.
      Acredito que companhia não seja um estado físico. Não pra mim. Já sofri bastante por ter essa “sensibilidade” a companhias. As vezes me pergunto ‘pra quê ser tão sensível e ver o mundo desse jeito? ’.
Mas mesmo assim acho muito incrível esse jeito de gostar das pessoas, sem motivos (aparentemente), nem convivência. Tudo o que eu sinto é tão puro, atracão física é última coisa em que penso quando estou assim, encantada. Poder sentir, abraçar e ouvir mesmo tão simples se torna tão bom, incrível e prazeroso, quando é com a pessoa certa.
     Voltando ao sentimentalismo geral, eu sei que sendo assim, me encantando tão fácil pelas pessoas eu vou sofrer. Sofrer e sorrir, nada se compara a um bom encanto. Minha fragilidade me dará visão às coisas boas. Deixando então de necessitar tanto de pessoas. Quando eu não acreditar em mais ninguém vou poder olhar o mar, o céu, que mesmo aparentemente sem ouvidos vão me entender tão bem quanto, e trazer alívio. 


quarta-feira, 3 de novembro de 2010

terça-feira, 2 de novembro de 2010

Título (?)

                Estou em duvidas do que postar primeiro, mas acho que antes vou falar do nome, outra hora posto meus textos (raschunhos feios).       
                Título, nome, ou como você preferir. O Aquário dos Pássaros Azuis foi uma coisa meio absurda.
             O Aquário vem por causa do meu signo, não que eu seja louca por signos. Mas algumas coisas realmente parecem ser verdade, mas não são nada mais que alguns chutes (pra mim, é claro), porque todos nós temos um pouquinho de cada coisa (não desconsiderando o trabalho dos astrólogos ou criticando quem realmente acredita). E eu gosto de brincar com isso.
             Já o “Pássaros Azuis”  veio de uma pessoa que eu acho especial, incrível e tudo mais. Não sei se é alguma expressão de onde ela mora, mas achei muito lindo. Lindo mesmo, poxa. Tanto que repeti poucas vezes, e pra pessoas extremamente especiais.

              Eu gosto de coisas simples, e sonhar com pássaros azuis seria realmente encantador.

Bons sonhos.
Não tenho nem um pouco de habilidade com isso, mas acontece, é a vida.