Aquário dos Pássaros Azuis
quinta-feira, 8 de agosto de 2013
Me sinto pequena, fraca e inútil. Eu, logo eu, que sonhava, que estava sempre pensando no amanhã antes de todos, agora vejo, imóvel, o "amanhã" nascendo. Os que não pensavam, os que pensavam, os que almejavam tanto quanto eu e até os que nem sonhavam em pensar, hoje estão na minha frente, nessa corrida louca que é a vida. Me perdi no tempo, tropecei nas minhas ambições e continuo aqui, no chão... Estava cômodo, isso até começar a anoitecer, e depois? Uma parte de mim já desistiu, já se entregou, e a outra... Essa está perdida, confusa. Mãe, me ajuda!
segunda-feira, 22 de julho de 2013
Sobre ter sido sua
Você é uma pessoa má. Nunca existiu, foi apenas o que eu queria ver, ter, tocar.
Eu escrevi tudo o que gostaria de ler? Eu fingi que você falou todas aquelas coisas?
E teus medos, nunca existiram, não é? Só mais uma desculpa para fugir "ilesa". Você me fodeu, sua putinha mimada, espero que você se foda. Na verdade não, só desejo que a pessoa que você decida se entregar faça contigo o que você fez comigo. Não me arrependo de nada, você foi falsa e fingiu bem, não me arrependo de ter me entregue à personagem que você interpretava. Vaca, desprezível.
Eu escrevi tudo o que gostaria de ler? Eu fingi que você falou todas aquelas coisas?
E teus medos, nunca existiram, não é? Só mais uma desculpa para fugir "ilesa". Você me fodeu, sua putinha mimada, espero que você se foda. Na verdade não, só desejo que a pessoa que você decida se entregar faça contigo o que você fez comigo. Não me arrependo de nada, você foi falsa e fingiu bem, não me arrependo de ter me entregue à personagem que você interpretava. Vaca, desprezível.
domingo, 5 de agosto de 2012
Me sinto suspensa, e parece que tudo e todos em minha volta também. Há muito tempo as coisas não fazem sentido. Faço apenas por fazer. Faço me obrigando. Não posso negar que tive momentos felizes durante esse tempo, estaria sendo egoísta, estaria desvalorizando muito quem me ajudou, quem quis me cuidar. Mas me senti vazia. Quando tive a oportunidade, ou pelo menos assim interpretei, tive pressa. Pressa pra não perder, pressa pra não ficar sozinha outra vez. Pressa pra me sentir bem por mais tempo, e não por apenas uma noite, e não por coisas tão superficiais. Talvez minha idealização de amor seja realmente uma bobeira, uma completa tolice. Não sei nem se acredito... Tenho medo da dor, do sem. Devo estar confundindo amor com paixão, não sei. Acho que é raro, que essa coisa de se apaixonar e ser completamente recíproco é como ganhar na loteria, só que muito melhor, obviamente. Ou sou muito imatura. Queria poder conhecer alguém e evoluir, crescer, me acostumar, queria ter meu controle e não ter, me acostumar com defeitos, ter alguém, viver com alguém. De verdade. Que bosta, sou péssima.
domingo, 15 de janeiro de 2012
Prefiro não entender
Sentimentos explícitos, pra mim, sempre foram um problema. Gosto de ter, mas quando tenho, perco o interesse, então prefiro que fique nas entrelinhas. Na verdade ainda não me decidi se prefiro nas entrelinhas ou se prefiro que não exista. Mas para todos os efeitos...
Mas que porra é gostar de alguém, não?
Ah, claro! Ainda mais quando não é recíproco. Muito mais ainda quando dão continuidade por pena ou qualquer outro sentimento miserável como esse. É difícil decidir dar "tchau" e saber que a outra parte nem sequer hesitará. Dói. Mas é necessário. Também é doloroso pensar que isso é só o início, que você ainda voltará atrás, que terá ainda muitas crises, muitos choros, muita raiva, muita culpa, muita confusão, muita saudade. É frustrante ter que cortar uma paixão, tão novinha e bonitinha, tão disposta e fofa.
Me desculpe pelo excesso de drama.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Instabilidade
Tenho mil ideias e ao mesmo tempo nenhuma. Escrevo mil palavras, as quais descreveriam meu estado atual, mas em três segundos tudo muda, apago e não tenho mais sobre o que escrever. Estou confusa e ao mesmo tempo tenho todas as respostas. Minha vida não tem passado disso, o que me tortura, é a indiferença. E não sei se é a indiferença alheia ou a minha. Mas também não importa.
O que eu sinto é falta. Falta? Nunca tive nada e mesmo assim tive. Talvez não tive, talvez fui. Talvez senti.
Quero sentir as mesmas coisas, as mesmas vontades, os mesmos encantos, as mesmas pessoas. Esse texto poderia se chamar nostalgia, também.
Tudo que vivi foi tão sofrido e ao mesmo tempo tão feliz. Eu cresci e eu não mudei, mas mudei, talvez isso que esteja me deixando triste. Mas também não importa.
Não tenho a pretensão de que esse texto seja bonito, porque talvez o que eu esteja passando não seja. Aí você já tem ideia pelo que estou passando, mas não quero fazer drama, mas já estou fazendo.
quinta-feira, 14 de abril de 2011
Um texto sem regras
Não sei porque insisto acreditar que algum dia vai dar certo (ok, exagerei).
Não sei onde está o problema, ou pelo menos finjo não saber, escondo, pra ser mais direta.
Escondo de mim, escondo dos outros. Escondo tanto que está mais do que exposto, e é isso que me acaba.
Me entrego tanto não querendo me entregar, é como tentar tapar o sol com peneira.
Mas eu também fico tão assustada com a capacidade (ou melhor: incapacidade) das pessoas. De que?
Porra, de se relacionar. Relacionamentos em geral. Pra quê tanta superficialidade? Pra que mentir? Pra que aumentar? Por que a verdade não está sobre isso tudo?
Não sei onde está o problema, ou pelo menos finjo não saber, escondo, pra ser mais direta.
Escondo de mim, escondo dos outros. Escondo tanto que está mais do que exposto, e é isso que me acaba.
Me entrego tanto não querendo me entregar, é como tentar tapar o sol com peneira.
Mas eu também fico tão assustada com a capacidade (ou melhor: incapacidade) das pessoas. De que?
Porra, de se relacionar. Relacionamentos em geral. Pra quê tanta superficialidade? Pra que mentir? Pra que aumentar? Por que a verdade não está sobre isso tudo?
sábado, 6 de novembro de 2010
Sorte?
Dias quentes. Início de semana. Final do ano. Perder alguns meses. Ganhar alguns dias.
Aposto que ambos pensam assim hoje. Bons dias de verão, mesmo com aula, mesmo com tensão de prova-final. Afinal, por que se conheceram?
Ah sim, uma amiga! A qual não soube aproveitar a oportunidade. Imatura, coitada.
Trocaram recados, gostos, sentimentos. Compartilharam.
Ela tinha um violão, ele sabia usar o violão.
Como alguém que não queria nada ela pediu ajuda. Mas na verdade não era sua intenção querer alguma coisa. Com atenção ele ajudou, ou pelo menos tentou. O violão foi apenas um pretexto de alguma coisa, talvez do subconsciente de algum dos dois, ou até mesmo dos dois. Um tipo de sexto sentindo, o qual detectava sensibilidade, não pouca, mas muita.
No primeiro dia ela o esperou, foram ao centro da cidade, deram voltas.
No segundo dia ele esperou ela, foram ao centro, deram pequenas voltas e decidiram mar.
O mar que marcaria, que marcou. Marcou ela e marcou ele.
Mar, gramado, formigas, gotas, peixes, céu e sol. Palavras? Elas não foram necessárias, era tudo de verdade. Foi como se pudessem se comunicar com o silêncio ou se apenas não precisassem se comunicar, apenas sentir, sentir um à presença d’outro.
No terceiro dia agiram da mesma forma.
Adquiriram intimidade, conhecimento um do outro, como se conhecessem há tempos.
E digo... nunca conheci pessoas que se entendessem tão bem, com sentimentos tão parecidos.
Aposto que ambos pensam assim hoje. Bons dias de verão, mesmo com aula, mesmo com tensão de prova-final. Afinal, por que se conheceram?
Ah sim, uma amiga! A qual não soube aproveitar a oportunidade. Imatura, coitada.
Trocaram recados, gostos, sentimentos. Compartilharam.
Ela tinha um violão, ele sabia usar o violão.
Como alguém que não queria nada ela pediu ajuda. Mas na verdade não era sua intenção querer alguma coisa. Com atenção ele ajudou, ou pelo menos tentou. O violão foi apenas um pretexto de alguma coisa, talvez do subconsciente de algum dos dois, ou até mesmo dos dois. Um tipo de sexto sentindo, o qual detectava sensibilidade, não pouca, mas muita.
No primeiro dia ela o esperou, foram ao centro da cidade, deram voltas.
No segundo dia ele esperou ela, foram ao centro, deram pequenas voltas e decidiram mar.
O mar que marcaria, que marcou. Marcou ela e marcou ele.
Mar, gramado, formigas, gotas, peixes, céu e sol. Palavras? Elas não foram necessárias, era tudo de verdade. Foi como se pudessem se comunicar com o silêncio ou se apenas não precisassem se comunicar, apenas sentir, sentir um à presença d’outro.
No terceiro dia agiram da mesma forma.
Adquiriram intimidade, conhecimento um do outro, como se conhecessem há tempos.
E digo... nunca conheci pessoas que se entendessem tão bem, com sentimentos tão parecidos.
Assinar:
Comentários (Atom)